sábado, 22 de outubro de 2011

Volta?


Os dias estão ficando longos, as noites intermináveis
Estou cansando de esperar
Cada minuto parece uma eternidade diante desse querer
Tenho a sensação de estar andando em círculos
Parece que tudo muda o tempo todo e continua igual
Não sei como ter de volta, reconquistar, recuperar
É como se tivesse perdido no meio da minha confusão
Talvez a culpa seja só minha... Na verdade acredito mesmo que a culpa seja só minha
Eu devia ter cultivado, ter mais cuidado, ter me dedicado mais...
Agora fico aqui rastejando pelo teclado a fim de encontrar respostas
A fim de ter você de volta
Fico aqui me lamuriando em cima dessas teclas como se isso fosse o suficiente pra fazer você entender...
Que sem você, não tem graça, não tem sentido, não tem equilíbrio
Sem você eu não consigo...
Então... Volta?! Volta Inspiração que sem você...
Sem você...  meu coração esquece o ritmo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Necessidade


Naquele momento eu sabia exatamente o que eu queria
Mas ate hoje não tenho certeza do que ele quer
Eu preciso de alguém que diga sim
Sem rodeio... Sem entrelinhas... Sem reticências... Sem hesitar...
Eu preciso de calor e carinho de suspiros e arrepios
De abraços apertados de beijos molhados...
Preciso noites inesquecíveis de dias surpreendentes,
De ligações no meio da tarde só pra falar de saudade
Eu preciso ter a cama desarrumada e alguém que não parta
Preciso de sonhos e de realidade entrelaçados sem limites
Preciso de ação... De suspense e de romance reais...
Necessito de corpo quente e alma leve
De sorriso ao amanhecer e de palavras sussurradas
Careço de afago nos cabelos ate que eu pegue no sono
 E de brilhos nos olhos depois de uma noite de amor
Preciso de mãos juntas... De mãos soltas que passeie pelo corpo
E que desenhei o rosto...
Olhos que falem em segredo os mais belos sonetos de amor
Preciso que me convença... Que me tenha... Que me queira...
Necessito de compreensão na minha loucura
De paciência na minha instabilidade
Preciso daquela fraqueza que não me deixa resistir ao toque
Necessito que me tire o fôlego, o monótono, o frio...
Preciso de sutileza no meu exagero e de amor
Preciso de amor...
Não me guarde somente no pensamento, não me faça lembrança
Não deixe rolar... Não deixe o tempo passar
E se você ta ai pensando:
“Mas existe uma diferença entre precisar e querer!”
Acredite eu sei perfeitamente qual é
E pra não restar duvidas eu enfatizo: Eu preciso!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Contradições


Perdoe a ausência queridos leitores, ando meio sem inspiração ultimamente
Ando meio tonta com algumas descobertas... E com coisa que já sabia há tempos
Descobri que nem tudo que parece estar bem realmente esta
Aprendi que mesmo que às vezes eu precise de alguém no fim sou só eu quem pode resolver
Vi que mesmo que eu decida talvez não seja o que eu realmente queria ou o que era pra ser
E mesmo assim é o que tinha que decidir no momento
Estou sem rumo por dentro... Pra variar
Minha ingenuidade me limitou a ponto de me cegar diante dos fatos
Fatos esses que já nem sei mais se são fatos
Contradigo no que sinto com o que digo
Mas quem sabe não era isso que faltava pra ser... Pra voltar a ser...
 “Quando a gente envolve outras pessoas em um problema nosso somos obrigados a ouvir o que elas pensam”... Já dizia uma amiga
Vi o que não queria... Ouvi o que não queria e resolvi como seria...
A escolha era minha e tenho que arcar com as conseqüências...
To pagando pra ver no que vai dar...
Das duas, uma... Ou da certo ou logo mais estarei recolhendo os cacos de mim por ai (de novo)
Das duas, uma... Ou esqueço tudo de bom que aconteceu ou vivo o que de bom pode vir...
Eternas escolhas... O empecilho é que tanto o que foi como o que pode ser... São só mentiras...
São só...
Mas... Quem sabe seja pra ser assim... Quem sabe se é só assim...
Como li outro dia: “Pra tudo na vida existe três lados a sua versão a versão do outro e a verdade”
Quem sabe o que verdade?
Bom... Vou indo (tentar) descobrir... ¬¬

sábado, 3 de setembro de 2011

Felling


Sempre fui sensível a tudo
Um dia eu ate quis curar as dores do mundo
Eu guardei comigo todos os assuntos, segredos e desabafos
Sempre fui boa em decifrar olhos e interpretar semblantes
Meu “felling” era nato
Todas as minhas previsões eram certas
Meus alertas verdadeiros
Sempre soube como e aonde chegar e sair
As palavras certas os momentos certos
Controle de ações e emoções tudo como manda as regras
Eu sonhava... Mais que isso... Eu acreditava
Tinha uma inocência dosada em malicia
Tinha uma maturidade disfarçada em sorriso
E uma sabedoria anunciada em silencio
Minha sensibilidade me dera atitudes nobres
Como reconhecer erros, firmar conceitos, aceitar defeitos
Eu sempre entendi... sempre fui ate o fim...
Desejo não me causava medo e pra me perder bastava não compreender
Minhas reticências sempre foram infinitas, mas meu ponto final era único
Eu achava que todos se importavam e que tudo se resolveria 
Era uma pureza encantadora...
E então...
Apareceu você...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Lembranças

Pra esquecer? É só não lembrar


Estou Aqui com os botões do meu teclado revirando lembranças na tentativa de arranca las de dentro da minha cabeça
E cheguei à conclusão de que é isso: Não lembrar é a frase chave pro momento
Não falar, não escutar, não ligar, não procurar...
Claro não é tão simples quanto se escreve tão pouco fácil
Mas não é surreal.
Então analisando toda essa confusão estalada aqui dentro comecei a me perguntar:
A que ponto cheguei e como cheguei?
Daí Reparei no quanto gosto de filmes que começam pelo fim
Sabe aqueles filmes que começam com o final?
E então vai se desenrolando pra que a gente entenda o porquê daquela cena.
 São meus preferidos, eu nunca parei pra pensar no por que, mas acho que agora sei.
É que pra mim não importa como vai acabar, mas o que aconteceu ate ali
O ultima cena é importante... Define, mas não é a principal
O contexto sim, a trama toda é que faz a diferença, sabendo como acaba eu acabo meio que me protegendo de um frustrante desperdício de tempo.
A curiosidade de saber o que houve pra que ali chegasse me prende
Assim pra mim também é fora da ficção, engraçado...  Comparações sem sentido fazem tanto sentido quando a gente quer definir alguma coisa que não tem definição, neh?
Ate hoje não conheci ninguém que me ensinasse a esquecer, nem livros, nem filmes...
Não tem um manual pra isso
A gente inventa maneiras pra que isso aconteça, mas no fundo a gente sabe que é quase impossível
Quase... É eu disse quase...
Por que por mais que não exista um interruptor aos poucos o tempo vai carregando toda essa lembrança e a guarda num lugar seguro pra que você só a encontre no momento em que realmente estiver preparado pra lidar com ela.
Esse momento acredito que venha com a maturidade de entender
Que não podemos ter só por que queremos ter.
Não vou chamar essa estratégia de indiferença, embora pareça, eu chamaria talvez de...
Sobrevivência...
Expectativas, desejos, ilusões, obrigar o coração esquecer...
Tudo isso, causa dores no corpo, dores emocionais e se vc não for forte
Isso pode ser fatal pra sua vida sentimental.
Matar o conto de fadas que você idealiza a vida inteira, só por que
 Conheceu alguém certo no momento errado
Só por que achou, pensou, supôs que seria do jeito que você queria e não foi
Não da pra ignorar tudo o que vem só por que o que foi não foi como esperava
Não vale a pena enterrar a pureza do sonho por que acordou em um deles na melhor parte.
Não vale a pena instir onde não há possibilidade
Gostar sozinho é pior que sofrer sozinho
Lembrar querendo não é uma boa combinação pelo menos isso eu aprendi
Então já que é isso, explicado esta
Pra esquecer? É só não lembrar